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BRASIL ECONOMICO – RJ 02/07/2013

Venda de orgânicos cresce após nova regulamentação

 

Brasil deve repetir o caminho da Europa e dos Estados Unidos, com mercado nacional ganhando até 25%, nos próximos 5 anos.

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Impulsionado pelo aumento da busca dos consumidores brasileiros por produtos mais saudáveis e seguros, o mercado de orgânicos tem crescido significativamente nos últimos anos. Segundo estimativa do Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), responsável pelo Projeto Organics Brazil, o faturamento do segmento foi de R$ 1,5 bilhão no ano passado, sendo 40% proveniente de exportações. O IPD projeta ainda crescimento entre 20% e 25% nos próximos cinco anos, atingindo faturamento de R$ 2 bilhões já em2014. Segundo Ming Liu, coordenador executivo de projetos do IPD, os produtos mais exportados pelo Brasil são açúcar, óleo de palma, frutas (sucos e in natura), mel e castanha. “Exportamos para mais de 70 países. Por outro lado, ainda importamos muitos laticínios, massas e produtos que tem trigo como base”, diz ele. Liu explica que a tendência é que o Brasil repita os passos de países europeus e dos Estados Unidos, que até cinco anos após a regulamentação do setor viram seus mercados de orgânicos crescerem cerca de 40% ao ano, e hoje já representam entre 80% e 90% do consumo mundial. A regulamentação brasileira data de 2011 e tem se consolidado, como aumento dos investimentos no setor, chegada de novas empresas e lançamento de produtos inovadores com alto valor agregado. “Empresas como Coca-Cola e Kraft já possuem nos EUA suas marcas orgânicas. Elas devem fazer o mesmo no Brasil. Os consumidores brasileiros estão mais conscientes e já procuram produtos mais saudáveis”, explica Liu. “O mercado brasileiro de orgânicos ainda é novo e não há campanhas de educação do consumidor, que tem que entender que apesar do maior preço, os produtos têm ainda um viés ambiental e social. A região Sul é a que mais produz e consome orgânicos. Mas Rio, Espírito Santo e Bahia também se destacam”, completa. Segundo Liu, entretanto, os preços dos orgânicos não devem cair nos próximos anos. “A forma de economizar é comprar produtos da época e negociar diretamente como produtor”. Há nove anos, a BioBrazil Fair/ BioFachAmérica Latina-Feira Internacional de Orgânicos e Agroecologia contribui para o desenvolvimento do setor ao reunir produtores, processadores, compradores e público consumidor. Para Liu, eventos como este são importantes para educar o consumidor. O evento reúne 120 empresas emSão Paulo e a grande novidade deste ano é a parceria com a Nürnberg Messe, promotora da alemã BioFach, maior evento de orgânicos do mundo, com edições na Alemanha, Índia, China, Japão e Estados Unidos. Coma união, a versão latino-americana passa a integrar o calendário internacional de feiras do setor e amplia as oportunidades de negócios de seus expositores com compradores do mundo.

 

NÚMEROS

 

R$1,5 bi

Faturamento do mercado de orgânicos no ano passado. A expectativa é que haja crescimento de 20% a 25% nos próximos cinco anos.

76

Número de países que recebem produtos orgânicos brasileiros,como castanhas,açúcar, óleo de palma, mel e frutas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL ECONOMICO – RJ 02/07/2013

 

EMPRESAS

 

Korin lança nova linha de produtos higienizados.

 

Empresa aposta em clientes com necessidade especial de produtos sem risco de contaminação.

 

A Korin Agropecuária, uma das maiores produtoras de orgânicos e naturais do país, lança na BioBrasil Fair/BioFach América Latina uma ampla linha de verduras e legumes higienizados, cortados, embalados e resfriados, que serão vendidos no mercado varejista, em restaurantes e hospitais. O objetivo é oferecer praticidade aos consumidores. Fazem parte da nova linha alface lisa e crespa, cenoura em cubos e palha, abobrinha, beterraba, abóbora japonesa e seca em cubos, chuchuem cubos, mandioquinha em pedaços, repolho, couvemanteiga, entre outros. Segundo a empresa, o aumento da oferta e o incentivo à procura tornam o orgânico mais acessível. Para restaurantes e hospitais, que possuem regras quanto a riscos de contaminação, este tipo de embalagem oferece maior segurança. A Korin registrou faturamento de R$ 60 milhões em2012 e investiu cerca de R$ 2,8 milhões. Além dos legumes e verduras higienizados, a empresa apresenta na feira o frango, seu carro chefe, nas versões livre de melhoradores de desempenho à base de antibióticos e orgânico certificado, a carne bovina sustentável; e um portfólio composto por produtos como café, arroz, vegetais processados e congelados, mel,macarrão e sopa instantânea, todos orgânicos. Em paralelo com a BioBrazil Fair/BioFach América Latina é realizada a Natural Tech, 9ª Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde, único evento brasileiro de produtos naturais focado na realização de negócios. A feira tem como objetivo reunir fabricantes e distribuidores de alimentos funcionais, probióticos, integrais, vegetarianos, diet e light, fitoterápicos, suplementos alimentares, mel e derivados, cosméticos naturais, óleos e essências, tratamentos complementares e equipamentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VALOR ECONOMICO – SP 02/07/2013

 

EMPRESAS

 

Potencial do mercado doméstico anima as empresas de orgânicos.

 

Por Bettina Barros | De São Paulo

 

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Claudia Bringel, da Emporium Vida: "Mais que dobramos a capacidade de produção para ir além de São Paulo e Rio"

O mercado de orgânicos no Brasil continua pequeno, com problemas de estruturação da cadeia e pouca profissionalização, além de preços ainda considerados altos. Mas a demanda do mercado interno - sobretudo seu potencial - continua a encorajar a produção no país, que culminou com a movimentação de quase R$ 1,5 bilhão em 2012, sendo um terço desse valor atribuído a vendas ao exterior.

Indicadores da aposta no segmento - mesmo em tempos de exportações retraídas por conta da crise europeia - são a sofisticação do portfólio de produtos, que avançou para além das matérias-primas e ganhou valor agregado, e o aumento do número de empresas que passou a centrar o foco no mercado de alimentos saudáveis.

Uma das maiores do ramo, com faturamento de quase R$ 100 milhões em 2012, a Jasmine pretende incluir até setembro dez novos itens à sua carteira de orgânicos, hoje composta por 33. Os lançamentos contemplam uma linha de alimentos infantis e outra de funcionais, como farinha de chia e amaranto. Há quase um ano, a empresa se lançou no crescente mercado de leites vegetais - à base de aveia, de arroz e de aveia com amêndoas, recomendados a quem tem alergia alimentar.

"O mercado de orgânicos sempre tem crescimento devido à base pequena de comparação. O Brasil ainda é [um mercado] subdesenvolvido nesse sentido", diz Damian Allain, diretor de mercado da Jasmine.

Segundo o executivo, a recente expansão da demanda brasileira por orgânicos, resultante do aumento do poder aquisitivo da população nos últimos anos, alavancou as vendas a ponto de elas se tornarem de fato um negócio. "Até pouco tempo atrás, o setor era mais um investimento que um negócio para a companhia. Hoje ele já representa 20% do nosso faturamento". Com 23 anos, a Jasmine tem como alvo o mercado interno. Suas exportações, inferiores a 5% do faturamento, limitam-se aos países da América do Sul.

Outros nomes clássicos no ramo, como o Takaoka, também expandem a oferta com novas variedades de verduras e legumes. Conhecida por seu frango sem antibiótico, orgânico e criado livremente, a Korin entrou nos segmentos orgânicos de massa e de funghi desidratado, que se somam a café, mel, ovos e hortaliças. A empresa de origem japonesa, ligada à Igreja Messiânica, está iniciando também um sistema de franquias para expandir as vendas além do grande varejo.

"A expectativa é que até o ano que vem a produção orgânica no Brasil possa atingir faturamento de R$ 2 bilhões. Essa é uma tendência que já havíamos identificado na medida em que o processo regulatório se consolida. Nos mercados dos EUA, da Ásia e da Europa houve esse processo, e com a globalização, chegou ao Brasil", diz Ming Liu, coordenador executivo de projetos do IPD Orgânicos,.

Mas não são só os mais experientes que ampliam negócios. A aparição de novatas no ramo chama a atenção, por já chegarem com produtos mais elaborados. É o caso da brasiliense Mama Gê, estreante na Biofach América Latina, maior feira de orgânicos do país, encerrada domingo em São Paulo.

Com apenas um ano de mercado, a empresa apresentou uma linha sofisticada de atomatados, nas versões pura, com manjericão e berinjela, molho de tangerina e farofa de maracujá orgânicos. "Passamos quatro anos vendendo tomates in natura. Hoje temos 12 produtos. E vamos lançar a farinha de berinjela", diz a diretora comercial Rita de Cássia Sálvio.

A panificadora mineira Emporium Vida, focada em produtos orgânicos, integrais e veganos, construiu em 2012 uma nova fábrica em São Lourenço de olho nos mercado gourmet. "Mais que dobramos a capacidade de produção para ir além de São Paulo e Rio. E quando finalmente a fábrica ficou pronta percebemos que já estava pequena", diz Claudia Bringel, sócia da empresa.

 

Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - Clipping Noticiashttp://www.marnoticias.com.br